Kento e seus amigos estão andando por uma floresta tropical. Black Tailmon está liderando o grupo, cortando a vegetação nativa a sua frente com suas afiadas garras. Emika e Tony estão logo atrás, andando de mãos dadas enquanto Kiro os olha com uma cara de desprezo.
Black Tailmon: Mais meio dia de caminhada e estaremos fora da floresta. Conheço a existência de um pequeno vilarejo de digimons logo no final da mata. Podemos passar o dia lá amanhã...
Emika: E esses digimons são confiáveis? Ou são como aqueles bakemons que encontramos?
Black Tailmon: Não tem com que se preocupar, são digimons em-treinamente... são inofensivos...
Hiro: Em-Treinamento?
Black Tailmon: Sim, nós digimons temos etapas evolutivas. Hum... digimos em-treinamento equivalem a crianças de colo humanas, podemos dizer...
Kento olha para cima. A lua já está começando a aparecer no céu.
Kento: Black Tailmon? Você não acha melhor nós pararmos aqui para descansar?
Tony: Não, vamos continuar andando! Quanto mais rápido andarmos, mais rápido vamos chegar no vilarejo!
Kento: Eu só acho perigoso a gente ficar andando por ai... a noite já vai cair, acho melhor ficarmos aqui e armar acampamento!
Emika: Tonyzinho.. Ken está certo, vamos ficar aqui essa noite... não é bom para o Hiro andar no meio dessa floresta na escuridão.
Tony: Se você insiste, meu bemzinho..
Kento: Tonyzinho? Bemzinho? Ah, eu vou vomitar!
Hiro: Nem me fale!
Black Tailmon: Hum... escuto som de água corrente... deve haver um lago por aqui. Vamos passar a noite lá, eu pescarei algo para comermos...
Black Tailmon vira para a esquerda e começa mais uma vez a cortar o matagal com suas garras. Eles andam por uns dez minutos até chegar a um grande lago, cuja água corrente caia de uma cachoeira.
Black Tailmon: Aqui vai ser um bom lugar para passar a noite....
Emika: Não estou vendo nenhuma cama ou saco de dormir aqui... eu não vou dormir no chão! Não vou mesmo!
Kento: Ah, Emika, deixe de ser fresca!
Kento se aproxima de uma árvore e se senta no chão. Hiro vai a te ele, tira sua mochila das costas e se senta ao lado do irmão. Black Tailmon vai até o lago, ela começa a dar golpes de karate muito velozes na água. Minutos depois alguns peixes emergem do fundo d’água desacordados.
Black Tailmon: O jantar já está servido!
Black Tailmon pega um dos peixes e engole ele cru. Depois cospe as espinhas para fora.
Emika: Ai! Eca! Não tem como fritar um pouco ou pelo menos colocar um temperinho?
Black Tailmon: Você é muito mimada.... tem que aprender a se virar se quer continuar nessa jornada..
Tony: Vamos Emika, vamos achar uns gravetos para fazer uma fogueira...
Emika deixa sua bolsa de mão ao lado da mochila de Hiro e sai com seu namorado a procura de madeira. Eles voltam com vários gravetos nos braços, constroem uma fogueira e a acendem com um isqueiro de Tony. Depois todos eles se sentam ao redor da fogueira para comer.
Kento: Hum! Esse peixe está uma delícia Black Tailmon!
Hiro: É, muito obrigado por cuidar bem de nós.
Black: Tailmon: É apenas minha obrigação, afinal vocês são conhecidos do Professor Tominaga.
Emika: Porque você fala dele com tanta admiração? E porque quer tanto salva-lo?
Black Tailmon: Como eu disse para vocês, digimons conseguem evoluir mais facilmente quando encontram seu parceiro humano. Aito me ajudou a digivolver, tenho uma divida com ele! Preciso ajudá-lo!
Tony: Então você seria a parceira digimon do professor?
Black Tailmon: Sim, eu sou! E isso seria muito mais fácil se eu conseguisse evoluir um nível acima, mas preciso da força do digivice para isso...
Kento: Então para digivolver só é preciso ter um parceiro e um digivice?
Black Tailmon: Não, não é bem assim... digimons conseguem evoluir por conta própria, mas isso requer muito treinamento e força. Os digivices só aceleram o processo de digitransformação.
Tony: Agora eu entendo bem.
Black Tailmon: Também necessitamos de muito descanso e uma alimentação balanceada para manter nossas energias. Por isso recomendo descansarmos agora, vocês precisam de mim na minha forma adulta.... não posso perder muita energia.
Os cinco deitam debaixo da árvore, deixando usas mochilas no chão, próximas à eles. Quando Kento acorda já está de manhã. É possível ver o sol por entre as folhas da árvore e nuvens brancas voando pelo céu azul. Kento olha para o lado, suas mochilas não estão mais lá.
Kento: Pessoal! Nossas coisas sumiram!
Emika: Hum? O que? Que horas são? Deixa eu dormir mais um pouco...
Kento: Não! Nossas mochilas desapareceram!
Emika levanta depressa. OS outros tambem acordam ainda sonolentos.
Emika: Como assim sumiram? Minha maquiagem, meu iphone e ipod estavam naquela bolsa! Eu acho bom você achar ela agora!
Kento: Mas não fui eu que perdi! Ela sumiu, junto com a mochila do Hiro...
Hiro: Será que alguém roubou nossas coisas?
Black Tailmon: Hum... os digivices?! Eles estão com vocês?
Todos checam em seus bolsos.
Kento: Sim, ainda estão com a gente.
Black Tailmon: Que bom, esses objetos são as coisas mais preciosas para vocês aqui neste mundo.... nunca percam os digivices, ou se não nunca voltaram para casa...
Tony: Black Tailmon, sabe quem pode ter levado nossas coisas?
Black Tailmon: Existem muitos digimons vivendo aqui nessa floresta. Alguns deles gostam de pregar peças nos outros... talvez um deles esteja querendo chamar nossa atenção.
Hiro: Mas existem Digimon ladrões?
Black Tailmon: Claro que sim! Ladrões existem em todos os mundos, meu pequeno jovem! Agora vamos... acho que posso rastear o digimon facilmente.
Black Tailmon abre bem as orelha e começa a farejar com o focinho. As orelhas dela começam a mexer.
Black Tailmon: Por aqui! Captei alguma coisa!
Eles começam a correr pela floresta. Emika tropeça em uma raiz e cai no chão.
Emika: Essa p**** desse mundo! Não agüento mais, quero voltar para a minha casa!
Tony: Calma amor, você só tropeçou numa raiz... vai ficar tudo bem!
Black Tailmon: Hum... com essa distração acho que perdi o ladrão...
Black Tailmon começa a tentar rastrear o digimon mais um vez. Suas orelhas começam mexer de novo.
Black Tailmon: Está perto! Ele já notou nossa presença e está fugindo de nós! Rápido, vamos!
Eles começam a correr mais uma vez. Black Tailmon está correndo com as quatro patas e pulando de uma arvore para outra. De repente, eles conseguem ver uma criatura de pelagem roxa correndo a sua frente. Ele está segurando as mochilas das crianças.
Emika: Ei1 Pare já ai!
Kento: Mas quem é esse digimon?
Black Tailmon: É um Dorumon. Um digimon no estagio criança. É bem arisco e pode se tornar violento.
Dorumon para de correr. Ele larga as coisas no chão e começam a uivar e rosnar para Kento. Ele então da uma investida na direção do garoto, mas é parado por um chute de Black Tailmon.
Dorumon: Canhão Metálico!
Uma energia começa a crescer na boca de Dorumon e ele lança uma grande bola de energia na direção de Black Tailmon. Ela é atingida e bate numa árvore, mas logo consegue voltar a ficar de pé.
Black Tailmon: Ah... você não devia ter feito isso!
Ela afia as garras a pula para cima de Dorumon, arranhado ele no rosto. Dorumon desiste da luta e sai correndo, deixando os pertences das crianças no chão.
Hiro: Você foi muito bem Black Tailmon. Obrigado por pegar nossas coisas de volta!
Black Tailmon: Não foi nada... mas vamos continuar a viagem! Não podemos perder mais nem um minuto com essa bobagem.
Emika: Nossa! Alguém está estressada...
Black Tailmon olha para Emika com uma cara de desaprovação e continua andando depois. Eles finalmente conseguem sair da floresta e se encontram agora num grande pasto verde, enfeitado com poucas árvores e moitas vermelhas. Conseguem ver também uma pequena aglomeração de casas ao longe.
Tony: É o vilarejo que estamos procurando?
Black Tailmon: Sim.. o vilarejo de Kyokyomons. Não se preocupem, eles não serão nenhuma ameaça contra nós. São pacíficos e muito nobres...
Hiro: Hum... já estou até sentindo o cheirinho do café da manhã...
Eles começam a andar na direção do vilarejo. Quando eles chegam perto, podem perceber que a cidade é composta de pequenas casinhas que flutuam no ar. Alguns Kyokyomons saem das tocas e vão até eles.
Kyokyomon: Olá! Bom dia... quem são vocês?
Kento: Nós somos viajantes, estamos a procura do nosso avô..
Hiro: Um humano assim como a gente, mas nem mais velho.
Kyokyomon: Desculpe, mas não vimos nenhum humano antes... vocês sãos os primeiros humanos a visitar nosso vilarejo.
Black Tailmon: Hum... talvez eles não tenham passado por aqui. Mas conseguimos chegar ao vulcão central da ilha por esse caminho...
Kyokyomon: Vocês vão até o vulcão?! Mas é onde Skullsatamon e seu exercito das sombras moram! É muito perigoso lá!
Tony: Acontece que ele tem esse nosso conhecido mantido como refém lá... e precisamos dele para descobrir como voltar para a Terra.
Kyokymon: Se eu fosse você, eu manteria distancia de Skullsatamon... ele é muito poderoso!
Black Tailmon: Eu sei do perigo e estou disposta a enfrentá-lo!
Hiro: Kyokyomon... você pode nós dar alguma coisa apara comer? Estamos sem comer nada desde ontem..
Kyokyomon: Claro que sim! Vamos receber os humanos com grande estilo.
Kyokyomon começa a flutuar até os outros. Depois de algum tempo eles se separam e começam a colher frutas das árvores locais e colocá-los numa pequena mesa da madeira presente no meio da cidadezinha.
Kyokyomon: Esse banquete é para dar as boas vindas aos primeiros visitantes humanos do Vilarejo dos Kyokyomons!
Tony: Obrigado pela hospitalidade!
Kento: Vocês são realmente gentis...
Emika: (pensando) Será que eu teria um Kyokyomon como digimon? Hum... não eles não são tão bonitinhos assim...
Black Tailmon: Então, como vocês vão indo? Algum ataque recente do exército de Skullsatamon?
Kyokyomon: Tivemos um na semana passada... quase destruíram tudo que tínhamos. Eles queriam nosso estoque de comida para o inverno.
Black Tailmon: Típico... assustar digimons mais indefesos por causas idiotas... fazem isso só para demonstrar poder sobre nós!
Kento: Não se preocupem, nós vamos por um fim nisso!
Kyokyomons: Eba!
Emika: Eba?! Que coisa infantil..
Tony: Ora, eles são bebês, lembra?
Do outro lado da Ilha Arquivo, um digimon esquelético está sentado em um trono feito da ossos de outros digimons. Um bakemon surge por debaixo da terra.
Bakemon: Mestre Skullsatamon! Crianças, crianças humanas foram encontradas por nós na antiga casa de Aito!
Skullsatamon: Não é possível! Eles descobriram o portal no mundo dos humanos?!
Bakemon: Sim, mestre...
Skullsatamon: E você conseguiu acabar com elas?
Bakemon: Não, não senhor.... mestre, Black Tailmon apareceu e nos atacou... ficamos indefesos..
Skullsatamon: Imprestáveis! E onde essas crianças estão agora?!
Bakemon: Não sabemos... mas achamos que eles devem estar próximos ao vilarejo dos Kyokyomons, mestre...
Skullsatamon: Mandarei alguém destruir aqueles digimons de uma vez por todas... ah! E mais uma coisa, Bakemon...
Bakemon: Sim, mestre?
Skullsatamon levanta seu cetro e a esfera que fica no topo começa a brilhar uma energia vermelha.
Skullsatamon: Isso é por ter falhado...
Um raio de energia vermelha sai da esfera e faz um furo no corpo de bakemon, que cai morto no chão.
Skullsatamon: Agora devo acabar com aqueles humanos...
Os cinco estão ainda na mesa do vilarejo, sendo servidos pelos pequenos Kyokyomons. Hiro está comendo uma fruta lilás. Emika está com um pouco de nojo da comida desconhecida. De repente eles escutam uma pequena explosão e um grupo de seis Evilmons se aproxima do vilarejo, destruindo tudo a sua volta com raios negros que soltam da boca.
Kento: O que são essas coisas?
Kyokyomon: São Evilmons... soldados do exército de Skullsatamon... vieram destruir nossa cidade de novo.
Black Tailmon: Não, dessa vez eles devem estar atrás de nós. Os Bakemon devem ter contado para Skullsatamon sobre vocês e sobre nossa localização... Vocês! Protejam os kyokyomons! Eles são muito pequenos... eu tentarei acabar com eles!
Evilmon 1: Black Tailmon... traidora da sua própria raça, andando com esses humanos!
Evilmon 2: Mestre Skullsatamon nos mandou aqui para acabar com todos vocês.
Black Tailmon: Vão ter que passar por mim primeiro!
Black tailmon salta para cima de uma das casas dos kyokyomons. Ela vai dar uma investida em um dos Evilmon, mas ele a atinge com uma onda de vento feita por suas garras afiadas.
Hiro: Black Tailmon!
Black Tailmon: Eu estou bem! Se protejam e cuidem dos bebês! Raio Hipnótico!
Black Tailmon solta um raio violeta de seus olhos que atinge um dos evilmons, mas ele logo se levanta. Os seis Evilmons se aproximam de Black Tailmon ameaçadoramente.
Evilmon 3: Isso é por nos trair!
Evilmons: Choque Pesadelo!
Todos eles soltam um raio elétrico negro pela boca que atingem Black Tailmon em cheio. Ela cai no chão, muito ferida.
Hiro: Black Tailmon!
Kento: Não!
Kento pega um graveto do chão e parte para cima de um dos evilmons. Ele atinge o demônio na cabeça.
Evilmon: Ora, o que foi isso?! Criança insolente! Choque Pesadelo!
Evilmon atinge Kento com seu poder. O garoto cai no chão ao lado da Black Tailmon. Os vilões começam a se aproximar dos outros humanos e dos bebês digimons.
Kyokyomon: Eu tenho que proteger minha cidade e meu povo!
Tony: Não, você não deve!
Kyokyomon: Não tenho escolha..
Kyokyomon salta para atacar os evilmons. Ele solta um fino raio prateado que é facilmente rebatido por um evilmon.
Kyokyomon: Ah não! Não foi o suficiente..
Evilmon 5: Vai morrer por isso! Choque Pesadelo!
Tony: (pensando) Eu prometi que eu iria proteger eles. Proteger Hiro e os outros.... (falando) Kyokyomon!!
Tony se joga na frente do bebê, recebendo o choque bem no peito. Ele cai no chão. O Kyokyomon flutua até ele.
Kyokyomon: Esse humano... ele me protegeu. É minha vez de protege-lo! Tony!
O digivice de Tony começa a brilha uma luz negra que de alguma maneira fortalece o Kyokyomon, que começa a brilhar intensamente.
Kyokyomon: Kyokyomon digivolve para! Ryudamon!
Tony: Ele... ele digivolveu por minha causa?
Ryudamon: Sim, você me salvou, serie grato a você para sempre!
Emika: Tony conseguiu seu parceiro digimon!
Evilmon 1: Grande coisa, você digivolveu! Ainda é muito fraco para nós...
Black Tailmon: Talvez ele sozinho seja... mas eu já estou de volta na batalha!
Evilmon 3: Isso não é boa noticia...
Tony: Vai lá, mostra para eles.... hum... Ryudamon!
Ryudamon corre para a frente de Tony, para protegê-lo. Black Tailmon também se junta a ele.
Ryudmon: Ataque Katana!
Ryumon expele uma lamina de energia prateada que atinge um dos evilmons, que cai no chão inconciente.
Black Tailmon: Agora vamos acabar logo com isso! Raio Hipnótico!
O raio violeta mais uma vez atinge um evilmon que é instantaneamente pulverizado. Os outros, temendo a força de Black Tailmon e Ryudamon juntos voam para longe.
Kento: Vocês conseguiram!
Tony: Graças ao Ryudamon...
Ryudamon: Quero agradecer você mais uma vez, por me ajudar a evoluir para o estagio mais avançado.
Tony: Não foi nada, eu só senti que foi o certo a fazer... proteger vocês do perigo, já que sou o mais velho e responsável.
Ryudamon: Se não for incomodar, eu adoraria ir com vocês e tentar evoluir para níveis mais fortes e para ajudá-los a resgatar seu avô.
Kento: Isso seria ótimo.
Emika: Ai droga1 Mai um boca para alimentar.
Eles começam a rir e a imagem congela.
Nossos heróis tiveram grandes aventuras e revelações este dia. Tony conseguiu encontrar seu parceiro digimon que evoluiu um nível acima. Mas agora Skullsatamon sabe da existência de Kento e seus amigos. O que será que o destino guarda para eles? Serão eles capazes de acabar com o exército do inimigo e resgatar Aito? Descubram essas e outras perguntas nos próximos capítulos de Digimon Eternals.
domingo, 4 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
O Portal para outro Mundo
Tóquio, Japão
Ano de 2010
O verão daquele ano estava intenso. Os termômetros atingiam temperaturas muito altas, tão altas que chegava a ser insuportavelmente quente. O sol brilhava fortemente e queimava a pele das pessoas na rua. Muitos preferiam ficar dentro de seus confortáveis apartamentos bem em frente a um ar condicionado.
Mas para os três irmãos Tominaga aquele verão não seria igual a nenhum outro. Muito diferente de qualquer habitante de Tóquio, pois os três estavam prestes a embarcar numa viagem cheia de aventura.
Os três estavam em seu apartamento, terminando de arrumar as malas para sua viagem. Sua mãe, Tomoyo Tominaga, como sempre falava no seu celular. Emika Tominaga, a mais velha dos irmãos estava colocando suas 5 malas na frente da porta. Kento Tominaga, o irmão do meio ajudava seu irmão menor, Hiro Tominaga a carregar sua mochila até a porta.
Emika: É, acho que estou levando tudo que é necessário para a viagem....
Kento: Nós vamos passar um final de semana na casa de praia do vovô... você parece que vai viajar para outro país!
Emika: Olha só, pirralho, não consigo viver sem o essencial... maquiagem, minhas roupas.... mesmo que por um final de semana!
Hiro: Estou com saudade do vovô, a gente não vê ele desde o natal do ano passado...
Kento: É que ele anda muito ocupado com as pesquisas científicas dele. Mas aposto que ele vai aproveitar nossa presença lá ao máximo!
Emika: Eu só espero que tenha alguma boate lá perto... não vou passar duas noites inteiras com vocês...
Hiro: Mas você prometeu que ia passar o tempo todo com a gente na praia!
Kento: Por falar em praia.. mãe! Você está pronta para levar a gente?
Tomoyo ainda fala no celular. Ela para e olha para Kento.
Tomoyo: Ah, me desculpe querido... eu não levarei vocês esse fim de semana. Aconteceu um imprevisto na empresa e já que eu sou a vice-presidente, tenho que trabalhar esses dois dias inteiros...
Hiro: Mas então quem vai levar a gente?
Kento: Não me diga que a Emika vai dirigir de novo! Da ultima vez a gente quase bateu num ônibus!
Emiko: Em primeiro lugar, aquele ônibus apareceu do nada, ta? E depois, vamos no carro do Tony!
Kento: Tony? Aquele cara que você mal acabou de conhecer e já chama de namorado?!
Toca o telefone celular de Emika. Ela olha e lê uma mensagem.
Emika: Esse mesmo! Ele já está lá embaixo, agora vamos logo!
Hiro: Tchau mãe!
Kento: Tchau mãe!
Tomoyo: Tchau crianças! Emika, cuide bem dos seus irmãos, eles são sua responsabilidade agora!
Emika: Que maravilha...
Os três descem de elevador até a garagem do prédio. Tony está lá esperando por eles. Ele está apoiado no carro.
Emika: Oi amor!
Kento: Que nojo!
Tony: Então esse é o seu irmão Kento? Parece bem mais alto do que eu imaginava... você vive chamando ele de pirralho...
Kento: Eu tenho 14 anos... sou apenas quatro anos mais novo que ela... Ah, e pode me chamar de Ken!
Tony: Eu sou Tony. Nasci na Escócia, mas vim morar aqui no Japão quando tinha oito anos.
Hiro: E eu sou Hiro, vou completar oito anos no final desse verão...
Emika: Apresentações feitas... podemos ir logo? Aquela praia está me esperando...
Eles entram no carro e começam a viagem até a casa de praia. Andam por uma rodovia que passa perto do oceano. Conseguem ver as pessoas aproveitando o calor da praia.
Depois de algumas horas de viagem, os quatro chegam finalmente a uma enorme mansão a beira mar. Hiro sai do carro correndo e se aproxima da casa.
Emika: Hiro! Pare de correr agora se não eu te amarro a um poste!
Tony: Estou vendo que você daria uma ótima mãe...
Kento: Vamos logo.. vovô deve estar nos esperando lá dentro.
Tony: Bom, então eu já vou voltar para Tóquio. Tenho uns trabalhos de faculdade para terminar...
Emika: Não, vamos entrar! Quero que você conheça meu avô. Ele vai gostar de você, afinal, ele gosta de todo mundo...
Os quatro entram na casa. Quando abrem a porta eles se surpreendem. A casa está toda desarrumada. Alguns móveis foram destruídos, outros estão em locais diferentes. Uma almofada está presa em um lustre. O sofá está todo arranhado.
Kento: O que aconteceu aqui?
Tony: Parece que arrombaram a casa a procura de algo... melhor checar se seu avô está bem.
Emika: É verdade. Vamos nos dividir e procurá-lo!
Eles se dividem a procura do cientista. Kento vai ate o andar de cima da casa. Emika vai procurar na cozinha com Tony. O pequeno Hiro começa a andar pelo corredor que levava até os quartos de hospedes. Ele percebe que uma das portas está entreaberta e decide investigar.
Hiro: Pessoal, acho que encontrei alguma coisa!
Os outros chegam no aposento em seguida. Eles percebem que estão dentro de um laboratório. Mesas estão cheias de tubos de ensaio preenchidos de líquidos roxos e verdes. Um grande arco metálico está colado contra uma parede.
Kento: É o laboratório do vovô! Não acredito, nunca entrei nesse lugar!
Emika: Isso que é estranho... a porta estava aberta Hiro?
Hiro: Sim, estava.
Emika: Eu nunca vi essa porta aberta na minha vida! Sempre quando eu venho aqui ela parece trancada a sete chaves.
Tony: Então este deve ter sido o ultimo lugar que seu avô, ou mais alguém esteve...
Kento encontra uma reportagem de jornal no chão. Ele se abaixa para pegar. Era uma reportagem sobre o ultimo trabalho do avô deles.
“Dr. Aito Tominaga, gênio ou louco?”
Kento então começa a ler uma parte da reportagem em voz alta.
Kento: O renomado cientista Aito Tominaga alega ter criado sua ultima invenção. Uma máquina que, segundo ele, permite viajar entre as dimensões paralelas a nossa. Se isso é possível, não sabemos. Será que o Dr. Tominaga acertou mais uma vez em suas experiências brilhantes? Ou será que a idade trouxe com ela uma certa insanidade?
Hiro: Vovô não está maluco! Aposto que a máquina deve funcionar!
Kento: É claro que funciona Hiro! Nosso avô é um gênio da ciência, ele nunca erra.
Emika: Bem, de uma coisa essa reportagem está certa. Ele já está bem velho, como podemos ter certeza se essa tal máquina funciona de verdade?
Hiro: eu tenho certeza de que funciona e eu vou provar para vocês!
Hiro corre até o arco circular. Kento corre atrás dele para agarrá-lo. Hiro coloca a mão dentro do portal, mas nada acontece.
Tony: Hum... parece que não funciona a final...
Emika: Eu sabia. Meu avô já está velho demais para acertar!
Kento: Vamos voltar Hiro... mas valeu a pena a tentativa...
Hiro: Eu não vou! Isso deve funcionar! Tem que funcionar!
Kento segura Hiro e começa a arrastá-lo para longe da máquina. O irmão mais novo tenta se segurar no portal e acaba pressionando uma serie de botões escondidos na lateral da máquina. O interior do portal começa a brilhar. Raios elétricos correm pelas extremidades da máquina. De repente, o portal se abre e um vento muito forte começa a puxar tudo do laboratório para seu interior.
Kento acorda algum tempo depois. Sua cabeça dói e sua visão ainda está um pouco embaçada por causa da luz. Quando ele finalmente consegue enxergar percebe que não está mais no laboratório de seu avô, mas sim no que parece ser uma floresta tropical. Ele percebe também que Tony e Emika já estão acordados e que ela segura Hiro, que ainda parece desacordado em seu colo. Eles parecem ainda mais confusos do que Kento.
Tony: Ken, cara, onde a gente está?
Kento: Como eu vou saber? Mas me parece uma floresta...
Tony: Uma floresta tropical para ser exato, mas mesmo assim... não parece que estamos mais no Japão.
Kento: E o portal, onde está?
Tony aponta para um portal igual ao que eles haviam sido sugados. Porém este parecia estar mais enferrujado e estava coberto por folhagem e algumas vinhas.
Kento: Que estranho. Porque este portal parece bem mais antigo que o outro?
Emika: Eu não sei... estou realmente muito confusa aqui! Acho melhor a gente andar para ver se encontramos alguém para nos ajudar.
Kento: Não, espere! Nós podíamos tentar ligar o portal!
Tony: Nós já tentamos, nada aconteceu... esse portal deve estar desativado.
Emika: Sabe pirralho, você ficou desacordado por muito tempo. Enquanto Tony tentava ligar a máquina eu dei uma volta por esse lugar... eu vi o que parece ser uma ruína de uma casa. Vamos andar até lá, talvez alguém more lá por perto...
Os três começam a andar pela floresta. A vegetação começa a ficar cada vez mais fechada e a luz do sol fica escassa por causa das copas volumosas das arvores.
Emika: Não se preocupem, eu sei para onde estou indo.
Tony: Engraçado, até agora não vi nenhum animal nativo ou ser humano...
Eles finalmente chegam até uma clareira. A luz do sol já havia voltado e Hiro já estava recuperando a consciência. No Meio da clareira estava o que parecia ser uma antiga casa de madeira, porém estava completamente arruinada. Os vidros das janelas estavam quebrados, não havia porta, só um buraco que mostrava o interior escuro da casa, partes do telhado estavam quebradas e cada canto da casa parecia coberto de poeira e teias de aranhas.
Kento: Você chama isso de casa?
Emika: Bem, eu disse que eram ruínas... a ultima pessoa que morou aqui deve ter partido há anos.
Kento: Então como você acha que vai ter alguém ai para nos ajudar?!
Tony: Ei! Cala a sua boca! Emika fez isso com boa intenção! Afinal, se tem uma casa aqui é porque alguém esteve aqui para construí-la!
Emika: Exatamente, talvez possamos achar pistas. E é com certeza uma melhor idéia do que ficar no meio daquela floresta!
Hiro: Hum... hum... onde nós estamos?
Emika: Calma irmãozinho... estamos quase achando ajuda!
Eles entram na casa. O interior é tão escuro que não se é possível enxergar quase nada. Só que existem alguns moveis cobertos por lençóis e algumas coisas que se assemelham aos objetos presentes no laboratório de Lee.
Tony: Hum... olhem, parece um outro laboratório!
Hiro: Será que o vovô esteve aqui?
Tony: É uma possibilidade... ele deve estar por aqui perto, por isso não estava na casa dele..
Kento: Não sei não... esse lugar esta completamente abandonado!
Tony: Eu sugiro então que nos separemos de novo... dessa vez em duplas...
Emika: Eu fico com Hiro, ele ainda está bem cansado.. vocês vão juntos.
Kento: Ir com ele? Mas ele só sabe dar ordens!
Tony: Isso é o que faz um bom líder!
Kento: E quem te nomeou o líder?
Tony: Ora, eu sou o mais velho e mais responsável... agora pare de reclamar e vamos ate o laboratório.
Emika: Tudo bem! Eu e Hiro vamos procurar por aqui... deve ter alguma coisa útil embaixo de tantos lençóis...
Kento e Tony começam a procurar por pistas.
Kento: Alguma coisa?
Tony: Nada, apenas tubos de ensaio velhos... e você?
Kento: Nada aqui... só uns desenhos...
Tony: Desenhos?
Tony se aproxima de Kento para ver. Ele percebe que são protótipos de vários tipos de aparelhos eletrônicos diferentes. Desenhos dos portais, contas matemáticas e um desenho do eu parecia ser um digivice.
Tony: Hum... mas o que será isso? Algum tipo novo de celular?
Kento: Eu não sei... mas eu vi dois desses por ai.... deixe ver onde eles estavam...
Kento vai até uma outra mesa e acha dois digivices. Um vermelho e outro preto.
Tony: Mas o que será isso?
Kento: Bem, só tem um jeito de descobrir...
Tony: Não faça isso!
Kento pega o digivice vermelho, nada acontece.
Kento: Você é muito estressado... viu? Nada de ruim aconteceu!
O digivice começa a brilhar uma luz vermelha intensa. A casa começa a tremer com se estivessem no meio de um terremoto.
Tony: O que você ia dizendo??
Kento: A casa esta caindo! Vamos sair daqui rápido!
Tony: Ok...
Eles começam a correr, mas antes de sair do laboratório Tony pega o outro digivice que também começa a brilhar uma luz negra. Eles encontram Emika e Hiro.
Emika: Mas o que está acontecendo aqui? E o que são essas coisas nas suas mãos?
Kento: Não sabemos... mas acho que foi o vovô quem as criou!
Hiro: Que terremoto é esse?
Tony: Não parece um terremoto comum...
A terra começa a tremer mais ainda até que um grupo de cinco Bakemons sai debaixo da terra e se materializa na frente deles.
Emika: fafafafafafantasmas!
Bakemon 1: Não somos fantasmas, SUS humana incrédula! Somos Bakemons!
Bakemon 2: E vocês interromperam nosso sono!
Tony: Hum... o que no mundo é um Bakemon?
Emika: Querido, acho que não é uma boa hora de ser nerd!
Bakemon 3: Vocês nos acordaram do nosso sono eterno!
Bakemon 4 : Vão pagar com suas vidas miseráveis!
Os cinco Bakemons começam a se aproximar deles. Hiro está encolhido nos braços da irmã, tremendo de medo. Ela também parece bem apavorada. Kento e Tony ficam na frente dos dois para protegê-los.
Kento: O que vamos fazer?
Tony: Improvisar!
Tony pega um candelabro que estava sobre uma mesa e parte para cima de um Bakemon.
Bakemon 5: Humano estúpido! Isso não é suficiente para nos deter. Garra Negra!
Uma mão apodrecida sai de dentro da capa do Bakemon e atinge o braço de Tony, fazendo a candelabro em sua mão cair no chão.
Tony: É, não foi uma das melhores idéias...
Kento: Não vou deixar você machucar meus irmãos!
Kento corre até um bakemon para socá-lo. Mas este desaparece em pleno ar, reaparecendo depois nas costas de Kento, atacando-o com um golpe de karatê.
Bakemon 2: Hahaha! Esse é o seu melhor, humanos imundos!
Bakemon 4: Onda do Pesadelo!
Uma onde de energia negra sai de dentro do Bakemon e vai em direção aos quatro humanos. Eles começam a se contorcer e gritar, como se estivessem vivenciando seus piores pesadelos.
Bakemon 1: Agora vamos terminar logo com eles....
Bakemon 3: Garra Negra!
A mão apodrecida sai da capa de um Bakemon mais uma vez, indo na direção dos quatro. De repente, um raio de cor púrpura atinge o Bakemon, que cai no chão inconsciente.
Kento: O que foi isso?
Uma figura sai da escuridão do segundo andar da casa. Não se consegue ver o que é, pois está usando um capuz roxo que cobre seu rosto. Mas eles conseguem perceber que é algo pequeno, do tamanho de uma criança.
Desconhecido: Deixem esses humanos em paz... Bakemons!
Emika: Ah, que ótimo! Mas uma coisa não humana...
Bakemon 2: Onda do Pesadelo!
A onda negra vai na direção do desconhecido, mas este da um salto bem alto. Pulando para trás do Bakemon. Uma mão vestindo uma luva roxa com listras vermelhas sai de dentro da capa da criatura, arranhado as costas do Bakemon.
Bakemon 2: Arg! O que é você?
Desconhecido: Você não devia ter perguntado isso...
A criatura baixa seu capuz e revela sua verdadeira forma. É uma Black Tailmon. Os Bakemons parecem assustados e se aglomeram para tentar se proteger. Black Tailmon começa a olhar para eles fixamente até que um raio púrpura sai de seus olhos e atinge os quatro Bakemons em cheio. Eles saem fugidos atravessando uma das paredes.
Hiro: Obrigado... por nos salvar...
Black Tailmon: Hum... Eles estavam atrapalhando minhas pesquisas com tanto barulho... não pense que eu sou de fazer boas ações!
Tony: Pesqueisas, você diz... foi você que criou esses aparelhos?
Tony e Kento mostram os digivices para Black Tailmon.
Black Tailmon: Como vocês conseguiram isso? Vocês roubaram meu laboratório?
Tony: Desculpe, não fizemos por mal..
Black Tailmon: Aff! Vou ter que acabar com vocês assim como fiz com os Bakemons, só que vocês vão ser muito mais fáceis...
Kento: Não! Espere! Pegamos isso porque eu pensei que poderia nos ajudar a achar nosso avô! Ele desapareceu...
Black Tailmon: Avô? Outro huamno vocês dizem?
Emika: Sim... nós estávamos na casa dele, mas atravessamos um portal por acidente e...
Black Tailmon: Espere... vocês conseguiram atravessar o portal? Mas o único portal presente no mundo dos humanos estava na casa....
Hiro: Do nosso vovô! Professor Aito Tomunaga...você o conhece?
Black Tailmon: Não acredito! Vocês, vocês são mesmo parentes de Aito Tomunaga?
Tony: Bem, eu nem tanto...
Black Tailmon: Eu sou Black Tailmon, eu costumava trabalhar com o professor aqui no digimundo, para tentar abrir os portais… até que ele desapareceu..
Kento: Desapareceu? Quer dizer que ele não está aqui?
Emika: Viemos aqui por acidente! Queremos voltar para o nosso mundo!
Black Tailmon: Sinto muito, mas isso não será possível..
Emika: O quê??!
Black Tailmon: O professor é o único que sabe o segredo para abrir o portal.. vocês vão ter que ficar aqui no digimundo até eu resgatá-lo...
Emika: Digimundo?
Black Tailmon: Sim.. um mundo habitado apenas por seres digitais... como eu e os Bakemons. Somos conhecidos como digimons.
Kento: Mas espere... você disse que precisa resgatar nosso avô?
Black Tailmon: Sim, ele foi seqüestrado por um ser digital muito perverso, conhecido como Skullsatamon. Achamos que ele pretende roubar a chave para abrir o portal e dominar as dimensões paralelas desse mundo.
Emika: Isso é muito para minha cabeça processar.. então ele esta sendo mantido reféns por um monstro? É isso?
Black Tailmon: Sim! Infelizmente eu não estava aqui para salva-lo quando seus servos vieram..
Tony: Ah, que ótimo! Ele ainda tem servos!
Black Tailmon: Agora com licença! Eu preciso ir...
Kento: Não! Nós queremos ir junto!
Emika e Tony: Queremos é?
Kento: Se essa é a única maneira de salvar nosso avô e voltar para nosso mundo... não temos muita escolha!
Black Tailmon: Sinto muito, mas vocês não durariam um segundo nessa jornada! Terei que viajar por toda a Ilha Arquivo..
Hiro: Ilha Arquivo?
Black Tailmon: Sim, é onde nós nos encontramos agora. Eu terei que viajar a ilha toda até o vulcão inativo onde Skullsatamon e seus servos vivem.. e posso lhes dizer, mesmo vocês tendo os digivices.. vocês não tem digimons para protegê-los!
Kento e Tony olham para seus aparelhos eletrônicos.
Kento: Isso são os digivices?
Black Tailmon: Sim, foram projetados por mim e meu mestre, digo, o Professor Tominaga..
Hiro: Nós podemos ter digivices também?
Black Tailmon: Hum... existem mais alguns protótipos no laboratório... mas eu digo a vocês, não é nada seguro irem comigo!
Emika: E ficar numa casa cheia de fantasmas ou Bakemons, que seja... você acha isso mais seguro?
Black Tailmon: Sinceramente, sim... mas se vocês insistem em ir comigo... só não me obriguem a salva-los a cada minuto da jornada...
Hiro e Emika voltam à casa. Eles voltam minutos depois com dois digivices na mão. Um verde e outro amarelo. Ambos estão brilhando intensamente.
Black Tailmon: Hum... vejo que os digivices aceitaram vocês...
Hiro: Dona Black Tailmon! Dona Black Tailmon! Nós vamos poder ter digimon também assim como você?!
Black Tailmon: Com esses digivices a mostra, com certeza... os digimons adorarariam virar parceiros de qualquer humano com um digivice..
Kento: E porque isso?
Black Tailmon: Os digivices aceleram as etapas evolutivas de um Digimon... e nesse mundo, evolução é significado de poder.
Os nossos quatro heróis finalmente recebem algumas respostas sobre onde estão e sobre o paradeiro do Professor, mas será que eles irão conseguir sobreviver nesse mundo cheio de perigos? Será que Black Tailmon é mesmo confiável? Descubra essas e mais respostas nos próximos capítulos de Digimon Eternals.
Ano de 2010
O verão daquele ano estava intenso. Os termômetros atingiam temperaturas muito altas, tão altas que chegava a ser insuportavelmente quente. O sol brilhava fortemente e queimava a pele das pessoas na rua. Muitos preferiam ficar dentro de seus confortáveis apartamentos bem em frente a um ar condicionado.
Mas para os três irmãos Tominaga aquele verão não seria igual a nenhum outro. Muito diferente de qualquer habitante de Tóquio, pois os três estavam prestes a embarcar numa viagem cheia de aventura.
Os três estavam em seu apartamento, terminando de arrumar as malas para sua viagem. Sua mãe, Tomoyo Tominaga, como sempre falava no seu celular. Emika Tominaga, a mais velha dos irmãos estava colocando suas 5 malas na frente da porta. Kento Tominaga, o irmão do meio ajudava seu irmão menor, Hiro Tominaga a carregar sua mochila até a porta.
Emika: É, acho que estou levando tudo que é necessário para a viagem....
Kento: Nós vamos passar um final de semana na casa de praia do vovô... você parece que vai viajar para outro país!
Emika: Olha só, pirralho, não consigo viver sem o essencial... maquiagem, minhas roupas.... mesmo que por um final de semana!
Hiro: Estou com saudade do vovô, a gente não vê ele desde o natal do ano passado...
Kento: É que ele anda muito ocupado com as pesquisas científicas dele. Mas aposto que ele vai aproveitar nossa presença lá ao máximo!
Emika: Eu só espero que tenha alguma boate lá perto... não vou passar duas noites inteiras com vocês...
Hiro: Mas você prometeu que ia passar o tempo todo com a gente na praia!
Kento: Por falar em praia.. mãe! Você está pronta para levar a gente?
Tomoyo ainda fala no celular. Ela para e olha para Kento.
Tomoyo: Ah, me desculpe querido... eu não levarei vocês esse fim de semana. Aconteceu um imprevisto na empresa e já que eu sou a vice-presidente, tenho que trabalhar esses dois dias inteiros...
Hiro: Mas então quem vai levar a gente?
Kento: Não me diga que a Emika vai dirigir de novo! Da ultima vez a gente quase bateu num ônibus!
Emiko: Em primeiro lugar, aquele ônibus apareceu do nada, ta? E depois, vamos no carro do Tony!
Kento: Tony? Aquele cara que você mal acabou de conhecer e já chama de namorado?!
Toca o telefone celular de Emika. Ela olha e lê uma mensagem.
Emika: Esse mesmo! Ele já está lá embaixo, agora vamos logo!
Hiro: Tchau mãe!
Kento: Tchau mãe!
Tomoyo: Tchau crianças! Emika, cuide bem dos seus irmãos, eles são sua responsabilidade agora!
Emika: Que maravilha...
Os três descem de elevador até a garagem do prédio. Tony está lá esperando por eles. Ele está apoiado no carro.
Emika: Oi amor!
Kento: Que nojo!
Tony: Então esse é o seu irmão Kento? Parece bem mais alto do que eu imaginava... você vive chamando ele de pirralho...
Kento: Eu tenho 14 anos... sou apenas quatro anos mais novo que ela... Ah, e pode me chamar de Ken!
Tony: Eu sou Tony. Nasci na Escócia, mas vim morar aqui no Japão quando tinha oito anos.
Hiro: E eu sou Hiro, vou completar oito anos no final desse verão...
Emika: Apresentações feitas... podemos ir logo? Aquela praia está me esperando...
Eles entram no carro e começam a viagem até a casa de praia. Andam por uma rodovia que passa perto do oceano. Conseguem ver as pessoas aproveitando o calor da praia.
Depois de algumas horas de viagem, os quatro chegam finalmente a uma enorme mansão a beira mar. Hiro sai do carro correndo e se aproxima da casa.
Emika: Hiro! Pare de correr agora se não eu te amarro a um poste!
Tony: Estou vendo que você daria uma ótima mãe...
Kento: Vamos logo.. vovô deve estar nos esperando lá dentro.
Tony: Bom, então eu já vou voltar para Tóquio. Tenho uns trabalhos de faculdade para terminar...
Emika: Não, vamos entrar! Quero que você conheça meu avô. Ele vai gostar de você, afinal, ele gosta de todo mundo...
Os quatro entram na casa. Quando abrem a porta eles se surpreendem. A casa está toda desarrumada. Alguns móveis foram destruídos, outros estão em locais diferentes. Uma almofada está presa em um lustre. O sofá está todo arranhado.
Kento: O que aconteceu aqui?
Tony: Parece que arrombaram a casa a procura de algo... melhor checar se seu avô está bem.
Emika: É verdade. Vamos nos dividir e procurá-lo!
Eles se dividem a procura do cientista. Kento vai ate o andar de cima da casa. Emika vai procurar na cozinha com Tony. O pequeno Hiro começa a andar pelo corredor que levava até os quartos de hospedes. Ele percebe que uma das portas está entreaberta e decide investigar.
Hiro: Pessoal, acho que encontrei alguma coisa!
Os outros chegam no aposento em seguida. Eles percebem que estão dentro de um laboratório. Mesas estão cheias de tubos de ensaio preenchidos de líquidos roxos e verdes. Um grande arco metálico está colado contra uma parede.
Kento: É o laboratório do vovô! Não acredito, nunca entrei nesse lugar!
Emika: Isso que é estranho... a porta estava aberta Hiro?
Hiro: Sim, estava.
Emika: Eu nunca vi essa porta aberta na minha vida! Sempre quando eu venho aqui ela parece trancada a sete chaves.
Tony: Então este deve ter sido o ultimo lugar que seu avô, ou mais alguém esteve...
Kento encontra uma reportagem de jornal no chão. Ele se abaixa para pegar. Era uma reportagem sobre o ultimo trabalho do avô deles.
“Dr. Aito Tominaga, gênio ou louco?”
Kento então começa a ler uma parte da reportagem em voz alta.
Kento: O renomado cientista Aito Tominaga alega ter criado sua ultima invenção. Uma máquina que, segundo ele, permite viajar entre as dimensões paralelas a nossa. Se isso é possível, não sabemos. Será que o Dr. Tominaga acertou mais uma vez em suas experiências brilhantes? Ou será que a idade trouxe com ela uma certa insanidade?
Hiro: Vovô não está maluco! Aposto que a máquina deve funcionar!
Kento: É claro que funciona Hiro! Nosso avô é um gênio da ciência, ele nunca erra.
Emika: Bem, de uma coisa essa reportagem está certa. Ele já está bem velho, como podemos ter certeza se essa tal máquina funciona de verdade?
Hiro: eu tenho certeza de que funciona e eu vou provar para vocês!
Hiro corre até o arco circular. Kento corre atrás dele para agarrá-lo. Hiro coloca a mão dentro do portal, mas nada acontece.
Tony: Hum... parece que não funciona a final...
Emika: Eu sabia. Meu avô já está velho demais para acertar!
Kento: Vamos voltar Hiro... mas valeu a pena a tentativa...
Hiro: Eu não vou! Isso deve funcionar! Tem que funcionar!
Kento segura Hiro e começa a arrastá-lo para longe da máquina. O irmão mais novo tenta se segurar no portal e acaba pressionando uma serie de botões escondidos na lateral da máquina. O interior do portal começa a brilhar. Raios elétricos correm pelas extremidades da máquina. De repente, o portal se abre e um vento muito forte começa a puxar tudo do laboratório para seu interior.
Kento acorda algum tempo depois. Sua cabeça dói e sua visão ainda está um pouco embaçada por causa da luz. Quando ele finalmente consegue enxergar percebe que não está mais no laboratório de seu avô, mas sim no que parece ser uma floresta tropical. Ele percebe também que Tony e Emika já estão acordados e que ela segura Hiro, que ainda parece desacordado em seu colo. Eles parecem ainda mais confusos do que Kento.
Tony: Ken, cara, onde a gente está?
Kento: Como eu vou saber? Mas me parece uma floresta...
Tony: Uma floresta tropical para ser exato, mas mesmo assim... não parece que estamos mais no Japão.
Kento: E o portal, onde está?
Tony aponta para um portal igual ao que eles haviam sido sugados. Porém este parecia estar mais enferrujado e estava coberto por folhagem e algumas vinhas.
Kento: Que estranho. Porque este portal parece bem mais antigo que o outro?
Emika: Eu não sei... estou realmente muito confusa aqui! Acho melhor a gente andar para ver se encontramos alguém para nos ajudar.
Kento: Não, espere! Nós podíamos tentar ligar o portal!
Tony: Nós já tentamos, nada aconteceu... esse portal deve estar desativado.
Emika: Sabe pirralho, você ficou desacordado por muito tempo. Enquanto Tony tentava ligar a máquina eu dei uma volta por esse lugar... eu vi o que parece ser uma ruína de uma casa. Vamos andar até lá, talvez alguém more lá por perto...
Os três começam a andar pela floresta. A vegetação começa a ficar cada vez mais fechada e a luz do sol fica escassa por causa das copas volumosas das arvores.
Emika: Não se preocupem, eu sei para onde estou indo.
Tony: Engraçado, até agora não vi nenhum animal nativo ou ser humano...
Eles finalmente chegam até uma clareira. A luz do sol já havia voltado e Hiro já estava recuperando a consciência. No Meio da clareira estava o que parecia ser uma antiga casa de madeira, porém estava completamente arruinada. Os vidros das janelas estavam quebrados, não havia porta, só um buraco que mostrava o interior escuro da casa, partes do telhado estavam quebradas e cada canto da casa parecia coberto de poeira e teias de aranhas.
Kento: Você chama isso de casa?
Emika: Bem, eu disse que eram ruínas... a ultima pessoa que morou aqui deve ter partido há anos.
Kento: Então como você acha que vai ter alguém ai para nos ajudar?!
Tony: Ei! Cala a sua boca! Emika fez isso com boa intenção! Afinal, se tem uma casa aqui é porque alguém esteve aqui para construí-la!
Emika: Exatamente, talvez possamos achar pistas. E é com certeza uma melhor idéia do que ficar no meio daquela floresta!
Hiro: Hum... hum... onde nós estamos?
Emika: Calma irmãozinho... estamos quase achando ajuda!
Eles entram na casa. O interior é tão escuro que não se é possível enxergar quase nada. Só que existem alguns moveis cobertos por lençóis e algumas coisas que se assemelham aos objetos presentes no laboratório de Lee.
Tony: Hum... olhem, parece um outro laboratório!
Hiro: Será que o vovô esteve aqui?
Tony: É uma possibilidade... ele deve estar por aqui perto, por isso não estava na casa dele..
Kento: Não sei não... esse lugar esta completamente abandonado!
Tony: Eu sugiro então que nos separemos de novo... dessa vez em duplas...
Emika: Eu fico com Hiro, ele ainda está bem cansado.. vocês vão juntos.
Kento: Ir com ele? Mas ele só sabe dar ordens!
Tony: Isso é o que faz um bom líder!
Kento: E quem te nomeou o líder?
Tony: Ora, eu sou o mais velho e mais responsável... agora pare de reclamar e vamos ate o laboratório.
Emika: Tudo bem! Eu e Hiro vamos procurar por aqui... deve ter alguma coisa útil embaixo de tantos lençóis...
Kento e Tony começam a procurar por pistas.
Kento: Alguma coisa?
Tony: Nada, apenas tubos de ensaio velhos... e você?
Kento: Nada aqui... só uns desenhos...
Tony: Desenhos?
Tony se aproxima de Kento para ver. Ele percebe que são protótipos de vários tipos de aparelhos eletrônicos diferentes. Desenhos dos portais, contas matemáticas e um desenho do eu parecia ser um digivice.
Tony: Hum... mas o que será isso? Algum tipo novo de celular?
Kento: Eu não sei... mas eu vi dois desses por ai.... deixe ver onde eles estavam...
Kento vai até uma outra mesa e acha dois digivices. Um vermelho e outro preto.
Tony: Mas o que será isso?
Kento: Bem, só tem um jeito de descobrir...
Tony: Não faça isso!
Kento pega o digivice vermelho, nada acontece.
Kento: Você é muito estressado... viu? Nada de ruim aconteceu!
O digivice começa a brilhar uma luz vermelha intensa. A casa começa a tremer com se estivessem no meio de um terremoto.
Tony: O que você ia dizendo??
Kento: A casa esta caindo! Vamos sair daqui rápido!
Tony: Ok...
Eles começam a correr, mas antes de sair do laboratório Tony pega o outro digivice que também começa a brilhar uma luz negra. Eles encontram Emika e Hiro.
Emika: Mas o que está acontecendo aqui? E o que são essas coisas nas suas mãos?
Kento: Não sabemos... mas acho que foi o vovô quem as criou!
Hiro: Que terremoto é esse?
Tony: Não parece um terremoto comum...
A terra começa a tremer mais ainda até que um grupo de cinco Bakemons sai debaixo da terra e se materializa na frente deles.
Emika: fafafafafafantasmas!
Bakemon 1: Não somos fantasmas, SUS humana incrédula! Somos Bakemons!
Bakemon 2: E vocês interromperam nosso sono!
Tony: Hum... o que no mundo é um Bakemon?
Emika: Querido, acho que não é uma boa hora de ser nerd!
Bakemon 3: Vocês nos acordaram do nosso sono eterno!
Bakemon 4 : Vão pagar com suas vidas miseráveis!
Os cinco Bakemons começam a se aproximar deles. Hiro está encolhido nos braços da irmã, tremendo de medo. Ela também parece bem apavorada. Kento e Tony ficam na frente dos dois para protegê-los.
Kento: O que vamos fazer?
Tony: Improvisar!
Tony pega um candelabro que estava sobre uma mesa e parte para cima de um Bakemon.
Bakemon 5: Humano estúpido! Isso não é suficiente para nos deter. Garra Negra!
Uma mão apodrecida sai de dentro da capa do Bakemon e atinge o braço de Tony, fazendo a candelabro em sua mão cair no chão.
Tony: É, não foi uma das melhores idéias...
Kento: Não vou deixar você machucar meus irmãos!
Kento corre até um bakemon para socá-lo. Mas este desaparece em pleno ar, reaparecendo depois nas costas de Kento, atacando-o com um golpe de karatê.
Bakemon 2: Hahaha! Esse é o seu melhor, humanos imundos!
Bakemon 4: Onda do Pesadelo!
Uma onde de energia negra sai de dentro do Bakemon e vai em direção aos quatro humanos. Eles começam a se contorcer e gritar, como se estivessem vivenciando seus piores pesadelos.
Bakemon 1: Agora vamos terminar logo com eles....
Bakemon 3: Garra Negra!
A mão apodrecida sai da capa de um Bakemon mais uma vez, indo na direção dos quatro. De repente, um raio de cor púrpura atinge o Bakemon, que cai no chão inconsciente.
Kento: O que foi isso?
Uma figura sai da escuridão do segundo andar da casa. Não se consegue ver o que é, pois está usando um capuz roxo que cobre seu rosto. Mas eles conseguem perceber que é algo pequeno, do tamanho de uma criança.
Desconhecido: Deixem esses humanos em paz... Bakemons!
Emika: Ah, que ótimo! Mas uma coisa não humana...
Bakemon 2: Onda do Pesadelo!
A onda negra vai na direção do desconhecido, mas este da um salto bem alto. Pulando para trás do Bakemon. Uma mão vestindo uma luva roxa com listras vermelhas sai de dentro da capa da criatura, arranhado as costas do Bakemon.
Bakemon 2: Arg! O que é você?
Desconhecido: Você não devia ter perguntado isso...
A criatura baixa seu capuz e revela sua verdadeira forma. É uma Black Tailmon. Os Bakemons parecem assustados e se aglomeram para tentar se proteger. Black Tailmon começa a olhar para eles fixamente até que um raio púrpura sai de seus olhos e atinge os quatro Bakemons em cheio. Eles saem fugidos atravessando uma das paredes.
Hiro: Obrigado... por nos salvar...
Black Tailmon: Hum... Eles estavam atrapalhando minhas pesquisas com tanto barulho... não pense que eu sou de fazer boas ações!
Tony: Pesqueisas, você diz... foi você que criou esses aparelhos?
Tony e Kento mostram os digivices para Black Tailmon.
Black Tailmon: Como vocês conseguiram isso? Vocês roubaram meu laboratório?
Tony: Desculpe, não fizemos por mal..
Black Tailmon: Aff! Vou ter que acabar com vocês assim como fiz com os Bakemons, só que vocês vão ser muito mais fáceis...
Kento: Não! Espere! Pegamos isso porque eu pensei que poderia nos ajudar a achar nosso avô! Ele desapareceu...
Black Tailmon: Avô? Outro huamno vocês dizem?
Emika: Sim... nós estávamos na casa dele, mas atravessamos um portal por acidente e...
Black Tailmon: Espere... vocês conseguiram atravessar o portal? Mas o único portal presente no mundo dos humanos estava na casa....
Hiro: Do nosso vovô! Professor Aito Tomunaga...você o conhece?
Black Tailmon: Não acredito! Vocês, vocês são mesmo parentes de Aito Tomunaga?
Tony: Bem, eu nem tanto...
Black Tailmon: Eu sou Black Tailmon, eu costumava trabalhar com o professor aqui no digimundo, para tentar abrir os portais… até que ele desapareceu..
Kento: Desapareceu? Quer dizer que ele não está aqui?
Emika: Viemos aqui por acidente! Queremos voltar para o nosso mundo!
Black Tailmon: Sinto muito, mas isso não será possível..
Emika: O quê??!
Black Tailmon: O professor é o único que sabe o segredo para abrir o portal.. vocês vão ter que ficar aqui no digimundo até eu resgatá-lo...
Emika: Digimundo?
Black Tailmon: Sim.. um mundo habitado apenas por seres digitais... como eu e os Bakemons. Somos conhecidos como digimons.
Kento: Mas espere... você disse que precisa resgatar nosso avô?
Black Tailmon: Sim, ele foi seqüestrado por um ser digital muito perverso, conhecido como Skullsatamon. Achamos que ele pretende roubar a chave para abrir o portal e dominar as dimensões paralelas desse mundo.
Emika: Isso é muito para minha cabeça processar.. então ele esta sendo mantido reféns por um monstro? É isso?
Black Tailmon: Sim! Infelizmente eu não estava aqui para salva-lo quando seus servos vieram..
Tony: Ah, que ótimo! Ele ainda tem servos!
Black Tailmon: Agora com licença! Eu preciso ir...
Kento: Não! Nós queremos ir junto!
Emika e Tony: Queremos é?
Kento: Se essa é a única maneira de salvar nosso avô e voltar para nosso mundo... não temos muita escolha!
Black Tailmon: Sinto muito, mas vocês não durariam um segundo nessa jornada! Terei que viajar por toda a Ilha Arquivo..
Hiro: Ilha Arquivo?
Black Tailmon: Sim, é onde nós nos encontramos agora. Eu terei que viajar a ilha toda até o vulcão inativo onde Skullsatamon e seus servos vivem.. e posso lhes dizer, mesmo vocês tendo os digivices.. vocês não tem digimons para protegê-los!
Kento e Tony olham para seus aparelhos eletrônicos.
Kento: Isso são os digivices?
Black Tailmon: Sim, foram projetados por mim e meu mestre, digo, o Professor Tominaga..
Hiro: Nós podemos ter digivices também?
Black Tailmon: Hum... existem mais alguns protótipos no laboratório... mas eu digo a vocês, não é nada seguro irem comigo!
Emika: E ficar numa casa cheia de fantasmas ou Bakemons, que seja... você acha isso mais seguro?
Black Tailmon: Sinceramente, sim... mas se vocês insistem em ir comigo... só não me obriguem a salva-los a cada minuto da jornada...
Hiro e Emika voltam à casa. Eles voltam minutos depois com dois digivices na mão. Um verde e outro amarelo. Ambos estão brilhando intensamente.
Black Tailmon: Hum... vejo que os digivices aceitaram vocês...
Hiro: Dona Black Tailmon! Dona Black Tailmon! Nós vamos poder ter digimon também assim como você?!
Black Tailmon: Com esses digivices a mostra, com certeza... os digimons adorarariam virar parceiros de qualquer humano com um digivice..
Kento: E porque isso?
Black Tailmon: Os digivices aceleram as etapas evolutivas de um Digimon... e nesse mundo, evolução é significado de poder.
Os nossos quatro heróis finalmente recebem algumas respostas sobre onde estão e sobre o paradeiro do Professor, mas será que eles irão conseguir sobreviver nesse mundo cheio de perigos? Será que Black Tailmon é mesmo confiável? Descubra essas e mais respostas nos próximos capítulos de Digimon Eternals.
Resumo da Fic
Digimon Eternals é uma fanfic criada por mim que conta as aventuras de três irmãos que viajam acidentalmente para o digimundo a proucura de seu avô, um renamado cientísta e conhecedor do Digimundo. Eles descobrem que este foiu sequestrado por um digimon malígno que pretende abrir o portal do Digimundo para poder dominar toadas as suas dimensões paralelas, por meio da ultima invensão do cientista. Nossos herois, Kento, Emika, Hiro e Tony (namorado de Emika) com a ajuda da parceira digimon de ses avô, Black Tailmon começam uma aventura perigosa para salvar o professor e poder assim, finalmente, voltar para casa.
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