Tóquio, Japão
Ano de 2010
O verão daquele ano estava intenso. Os termômetros atingiam temperaturas muito altas, tão altas que chegava a ser insuportavelmente quente. O sol brilhava fortemente e queimava a pele das pessoas na rua. Muitos preferiam ficar dentro de seus confortáveis apartamentos bem em frente a um ar condicionado.
Mas para os três irmãos Tominaga aquele verão não seria igual a nenhum outro. Muito diferente de qualquer habitante de Tóquio, pois os três estavam prestes a embarcar numa viagem cheia de aventura.
Os três estavam em seu apartamento, terminando de arrumar as malas para sua viagem. Sua mãe, Tomoyo Tominaga, como sempre falava no seu celular. Emika Tominaga, a mais velha dos irmãos estava colocando suas 5 malas na frente da porta. Kento Tominaga, o irmão do meio ajudava seu irmão menor, Hiro Tominaga a carregar sua mochila até a porta.
Emika: É, acho que estou levando tudo que é necessário para a viagem....
Kento: Nós vamos passar um final de semana na casa de praia do vovô... você parece que vai viajar para outro país!
Emika: Olha só, pirralho, não consigo viver sem o essencial... maquiagem, minhas roupas.... mesmo que por um final de semana!
Hiro: Estou com saudade do vovô, a gente não vê ele desde o natal do ano passado...
Kento: É que ele anda muito ocupado com as pesquisas científicas dele. Mas aposto que ele vai aproveitar nossa presença lá ao máximo!
Emika: Eu só espero que tenha alguma boate lá perto... não vou passar duas noites inteiras com vocês...
Hiro: Mas você prometeu que ia passar o tempo todo com a gente na praia!
Kento: Por falar em praia.. mãe! Você está pronta para levar a gente?
Tomoyo ainda fala no celular. Ela para e olha para Kento.
Tomoyo: Ah, me desculpe querido... eu não levarei vocês esse fim de semana. Aconteceu um imprevisto na empresa e já que eu sou a vice-presidente, tenho que trabalhar esses dois dias inteiros...
Hiro: Mas então quem vai levar a gente?
Kento: Não me diga que a Emika vai dirigir de novo! Da ultima vez a gente quase bateu num ônibus!
Emiko: Em primeiro lugar, aquele ônibus apareceu do nada, ta? E depois, vamos no carro do Tony!
Kento: Tony? Aquele cara que você mal acabou de conhecer e já chama de namorado?!
Toca o telefone celular de Emika. Ela olha e lê uma mensagem.
Emika: Esse mesmo! Ele já está lá embaixo, agora vamos logo!
Hiro: Tchau mãe!
Kento: Tchau mãe!
Tomoyo: Tchau crianças! Emika, cuide bem dos seus irmãos, eles são sua responsabilidade agora!
Emika: Que maravilha...
Os três descem de elevador até a garagem do prédio. Tony está lá esperando por eles. Ele está apoiado no carro.
Emika: Oi amor!
Kento: Que nojo!
Tony: Então esse é o seu irmão Kento? Parece bem mais alto do que eu imaginava... você vive chamando ele de pirralho...
Kento: Eu tenho 14 anos... sou apenas quatro anos mais novo que ela... Ah, e pode me chamar de Ken!
Tony: Eu sou Tony. Nasci na Escócia, mas vim morar aqui no Japão quando tinha oito anos.
Hiro: E eu sou Hiro, vou completar oito anos no final desse verão...
Emika: Apresentações feitas... podemos ir logo? Aquela praia está me esperando...
Eles entram no carro e começam a viagem até a casa de praia. Andam por uma rodovia que passa perto do oceano. Conseguem ver as pessoas aproveitando o calor da praia.
Depois de algumas horas de viagem, os quatro chegam finalmente a uma enorme mansão a beira mar. Hiro sai do carro correndo e se aproxima da casa.
Emika: Hiro! Pare de correr agora se não eu te amarro a um poste!
Tony: Estou vendo que você daria uma ótima mãe...
Kento: Vamos logo.. vovô deve estar nos esperando lá dentro.
Tony: Bom, então eu já vou voltar para Tóquio. Tenho uns trabalhos de faculdade para terminar...
Emika: Não, vamos entrar! Quero que você conheça meu avô. Ele vai gostar de você, afinal, ele gosta de todo mundo...
Os quatro entram na casa. Quando abrem a porta eles se surpreendem. A casa está toda desarrumada. Alguns móveis foram destruídos, outros estão em locais diferentes. Uma almofada está presa em um lustre. O sofá está todo arranhado.
Kento: O que aconteceu aqui?
Tony: Parece que arrombaram a casa a procura de algo... melhor checar se seu avô está bem.
Emika: É verdade. Vamos nos dividir e procurá-lo!
Eles se dividem a procura do cientista. Kento vai ate o andar de cima da casa. Emika vai procurar na cozinha com Tony. O pequeno Hiro começa a andar pelo corredor que levava até os quartos de hospedes. Ele percebe que uma das portas está entreaberta e decide investigar.
Hiro: Pessoal, acho que encontrei alguma coisa!
Os outros chegam no aposento em seguida. Eles percebem que estão dentro de um laboratório. Mesas estão cheias de tubos de ensaio preenchidos de líquidos roxos e verdes. Um grande arco metálico está colado contra uma parede.
Kento: É o laboratório do vovô! Não acredito, nunca entrei nesse lugar!
Emika: Isso que é estranho... a porta estava aberta Hiro?
Hiro: Sim, estava.
Emika: Eu nunca vi essa porta aberta na minha vida! Sempre quando eu venho aqui ela parece trancada a sete chaves.
Tony: Então este deve ter sido o ultimo lugar que seu avô, ou mais alguém esteve...
Kento encontra uma reportagem de jornal no chão. Ele se abaixa para pegar. Era uma reportagem sobre o ultimo trabalho do avô deles.
“Dr. Aito Tominaga, gênio ou louco?”
Kento então começa a ler uma parte da reportagem em voz alta.
Kento: O renomado cientista Aito Tominaga alega ter criado sua ultima invenção. Uma máquina que, segundo ele, permite viajar entre as dimensões paralelas a nossa. Se isso é possível, não sabemos. Será que o Dr. Tominaga acertou mais uma vez em suas experiências brilhantes? Ou será que a idade trouxe com ela uma certa insanidade?
Hiro: Vovô não está maluco! Aposto que a máquina deve funcionar!
Kento: É claro que funciona Hiro! Nosso avô é um gênio da ciência, ele nunca erra.
Emika: Bem, de uma coisa essa reportagem está certa. Ele já está bem velho, como podemos ter certeza se essa tal máquina funciona de verdade?
Hiro: eu tenho certeza de que funciona e eu vou provar para vocês!
Hiro corre até o arco circular. Kento corre atrás dele para agarrá-lo. Hiro coloca a mão dentro do portal, mas nada acontece.
Tony: Hum... parece que não funciona a final...
Emika: Eu sabia. Meu avô já está velho demais para acertar!
Kento: Vamos voltar Hiro... mas valeu a pena a tentativa...
Hiro: Eu não vou! Isso deve funcionar! Tem que funcionar!
Kento segura Hiro e começa a arrastá-lo para longe da máquina. O irmão mais novo tenta se segurar no portal e acaba pressionando uma serie de botões escondidos na lateral da máquina. O interior do portal começa a brilhar. Raios elétricos correm pelas extremidades da máquina. De repente, o portal se abre e um vento muito forte começa a puxar tudo do laboratório para seu interior.
Kento acorda algum tempo depois. Sua cabeça dói e sua visão ainda está um pouco embaçada por causa da luz. Quando ele finalmente consegue enxergar percebe que não está mais no laboratório de seu avô, mas sim no que parece ser uma floresta tropical. Ele percebe também que Tony e Emika já estão acordados e que ela segura Hiro, que ainda parece desacordado em seu colo. Eles parecem ainda mais confusos do que Kento.
Tony: Ken, cara, onde a gente está?
Kento: Como eu vou saber? Mas me parece uma floresta...
Tony: Uma floresta tropical para ser exato, mas mesmo assim... não parece que estamos mais no Japão.
Kento: E o portal, onde está?
Tony aponta para um portal igual ao que eles haviam sido sugados. Porém este parecia estar mais enferrujado e estava coberto por folhagem e algumas vinhas.
Kento: Que estranho. Porque este portal parece bem mais antigo que o outro?
Emika: Eu não sei... estou realmente muito confusa aqui! Acho melhor a gente andar para ver se encontramos alguém para nos ajudar.
Kento: Não, espere! Nós podíamos tentar ligar o portal!
Tony: Nós já tentamos, nada aconteceu... esse portal deve estar desativado.
Emika: Sabe pirralho, você ficou desacordado por muito tempo. Enquanto Tony tentava ligar a máquina eu dei uma volta por esse lugar... eu vi o que parece ser uma ruína de uma casa. Vamos andar até lá, talvez alguém more lá por perto...
Os três começam a andar pela floresta. A vegetação começa a ficar cada vez mais fechada e a luz do sol fica escassa por causa das copas volumosas das arvores.
Emika: Não se preocupem, eu sei para onde estou indo.
Tony: Engraçado, até agora não vi nenhum animal nativo ou ser humano...
Eles finalmente chegam até uma clareira. A luz do sol já havia voltado e Hiro já estava recuperando a consciência. No Meio da clareira estava o que parecia ser uma antiga casa de madeira, porém estava completamente arruinada. Os vidros das janelas estavam quebrados, não havia porta, só um buraco que mostrava o interior escuro da casa, partes do telhado estavam quebradas e cada canto da casa parecia coberto de poeira e teias de aranhas.
Kento: Você chama isso de casa?
Emika: Bem, eu disse que eram ruínas... a ultima pessoa que morou aqui deve ter partido há anos.
Kento: Então como você acha que vai ter alguém ai para nos ajudar?!
Tony: Ei! Cala a sua boca! Emika fez isso com boa intenção! Afinal, se tem uma casa aqui é porque alguém esteve aqui para construí-la!
Emika: Exatamente, talvez possamos achar pistas. E é com certeza uma melhor idéia do que ficar no meio daquela floresta!
Hiro: Hum... hum... onde nós estamos?
Emika: Calma irmãozinho... estamos quase achando ajuda!
Eles entram na casa. O interior é tão escuro que não se é possível enxergar quase nada. Só que existem alguns moveis cobertos por lençóis e algumas coisas que se assemelham aos objetos presentes no laboratório de Lee.
Tony: Hum... olhem, parece um outro laboratório!
Hiro: Será que o vovô esteve aqui?
Tony: É uma possibilidade... ele deve estar por aqui perto, por isso não estava na casa dele..
Kento: Não sei não... esse lugar esta completamente abandonado!
Tony: Eu sugiro então que nos separemos de novo... dessa vez em duplas...
Emika: Eu fico com Hiro, ele ainda está bem cansado.. vocês vão juntos.
Kento: Ir com ele? Mas ele só sabe dar ordens!
Tony: Isso é o que faz um bom líder!
Kento: E quem te nomeou o líder?
Tony: Ora, eu sou o mais velho e mais responsável... agora pare de reclamar e vamos ate o laboratório.
Emika: Tudo bem! Eu e Hiro vamos procurar por aqui... deve ter alguma coisa útil embaixo de tantos lençóis...
Kento e Tony começam a procurar por pistas.
Kento: Alguma coisa?
Tony: Nada, apenas tubos de ensaio velhos... e você?
Kento: Nada aqui... só uns desenhos...
Tony: Desenhos?
Tony se aproxima de Kento para ver. Ele percebe que são protótipos de vários tipos de aparelhos eletrônicos diferentes. Desenhos dos portais, contas matemáticas e um desenho do eu parecia ser um digivice.
Tony: Hum... mas o que será isso? Algum tipo novo de celular?
Kento: Eu não sei... mas eu vi dois desses por ai.... deixe ver onde eles estavam...
Kento vai até uma outra mesa e acha dois digivices. Um vermelho e outro preto.
Tony: Mas o que será isso?
Kento: Bem, só tem um jeito de descobrir...
Tony: Não faça isso!
Kento pega o digivice vermelho, nada acontece.
Kento: Você é muito estressado... viu? Nada de ruim aconteceu!
O digivice começa a brilhar uma luz vermelha intensa. A casa começa a tremer com se estivessem no meio de um terremoto.
Tony: O que você ia dizendo??
Kento: A casa esta caindo! Vamos sair daqui rápido!
Tony: Ok...
Eles começam a correr, mas antes de sair do laboratório Tony pega o outro digivice que também começa a brilhar uma luz negra. Eles encontram Emika e Hiro.
Emika: Mas o que está acontecendo aqui? E o que são essas coisas nas suas mãos?
Kento: Não sabemos... mas acho que foi o vovô quem as criou!
Hiro: Que terremoto é esse?
Tony: Não parece um terremoto comum...
A terra começa a tremer mais ainda até que um grupo de cinco Bakemons sai debaixo da terra e se materializa na frente deles.
Emika: fafafafafafantasmas!
Bakemon 1: Não somos fantasmas, SUS humana incrédula! Somos Bakemons!
Bakemon 2: E vocês interromperam nosso sono!
Tony: Hum... o que no mundo é um Bakemon?
Emika: Querido, acho que não é uma boa hora de ser nerd!
Bakemon 3: Vocês nos acordaram do nosso sono eterno!
Bakemon 4 : Vão pagar com suas vidas miseráveis!
Os cinco Bakemons começam a se aproximar deles. Hiro está encolhido nos braços da irmã, tremendo de medo. Ela também parece bem apavorada. Kento e Tony ficam na frente dos dois para protegê-los.
Kento: O que vamos fazer?
Tony: Improvisar!
Tony pega um candelabro que estava sobre uma mesa e parte para cima de um Bakemon.
Bakemon 5: Humano estúpido! Isso não é suficiente para nos deter. Garra Negra!
Uma mão apodrecida sai de dentro da capa do Bakemon e atinge o braço de Tony, fazendo a candelabro em sua mão cair no chão.
Tony: É, não foi uma das melhores idéias...
Kento: Não vou deixar você machucar meus irmãos!
Kento corre até um bakemon para socá-lo. Mas este desaparece em pleno ar, reaparecendo depois nas costas de Kento, atacando-o com um golpe de karatê.
Bakemon 2: Hahaha! Esse é o seu melhor, humanos imundos!
Bakemon 4: Onda do Pesadelo!
Uma onde de energia negra sai de dentro do Bakemon e vai em direção aos quatro humanos. Eles começam a se contorcer e gritar, como se estivessem vivenciando seus piores pesadelos.
Bakemon 1: Agora vamos terminar logo com eles....
Bakemon 3: Garra Negra!
A mão apodrecida sai da capa de um Bakemon mais uma vez, indo na direção dos quatro. De repente, um raio de cor púrpura atinge o Bakemon, que cai no chão inconsciente.
Kento: O que foi isso?
Uma figura sai da escuridão do segundo andar da casa. Não se consegue ver o que é, pois está usando um capuz roxo que cobre seu rosto. Mas eles conseguem perceber que é algo pequeno, do tamanho de uma criança.
Desconhecido: Deixem esses humanos em paz... Bakemons!
Emika: Ah, que ótimo! Mas uma coisa não humana...
Bakemon 2: Onda do Pesadelo!
A onda negra vai na direção do desconhecido, mas este da um salto bem alto. Pulando para trás do Bakemon. Uma mão vestindo uma luva roxa com listras vermelhas sai de dentro da capa da criatura, arranhado as costas do Bakemon.
Bakemon 2: Arg! O que é você?
Desconhecido: Você não devia ter perguntado isso...
A criatura baixa seu capuz e revela sua verdadeira forma. É uma Black Tailmon. Os Bakemons parecem assustados e se aglomeram para tentar se proteger. Black Tailmon começa a olhar para eles fixamente até que um raio púrpura sai de seus olhos e atinge os quatro Bakemons em cheio. Eles saem fugidos atravessando uma das paredes.
Hiro: Obrigado... por nos salvar...
Black Tailmon: Hum... Eles estavam atrapalhando minhas pesquisas com tanto barulho... não pense que eu sou de fazer boas ações!
Tony: Pesqueisas, você diz... foi você que criou esses aparelhos?
Tony e Kento mostram os digivices para Black Tailmon.
Black Tailmon: Como vocês conseguiram isso? Vocês roubaram meu laboratório?
Tony: Desculpe, não fizemos por mal..
Black Tailmon: Aff! Vou ter que acabar com vocês assim como fiz com os Bakemons, só que vocês vão ser muito mais fáceis...
Kento: Não! Espere! Pegamos isso porque eu pensei que poderia nos ajudar a achar nosso avô! Ele desapareceu...
Black Tailmon: Avô? Outro huamno vocês dizem?
Emika: Sim... nós estávamos na casa dele, mas atravessamos um portal por acidente e...
Black Tailmon: Espere... vocês conseguiram atravessar o portal? Mas o único portal presente no mundo dos humanos estava na casa....
Hiro: Do nosso vovô! Professor Aito Tomunaga...você o conhece?
Black Tailmon: Não acredito! Vocês, vocês são mesmo parentes de Aito Tomunaga?
Tony: Bem, eu nem tanto...
Black Tailmon: Eu sou Black Tailmon, eu costumava trabalhar com o professor aqui no digimundo, para tentar abrir os portais… até que ele desapareceu..
Kento: Desapareceu? Quer dizer que ele não está aqui?
Emika: Viemos aqui por acidente! Queremos voltar para o nosso mundo!
Black Tailmon: Sinto muito, mas isso não será possível..
Emika: O quê??!
Black Tailmon: O professor é o único que sabe o segredo para abrir o portal.. vocês vão ter que ficar aqui no digimundo até eu resgatá-lo...
Emika: Digimundo?
Black Tailmon: Sim.. um mundo habitado apenas por seres digitais... como eu e os Bakemons. Somos conhecidos como digimons.
Kento: Mas espere... você disse que precisa resgatar nosso avô?
Black Tailmon: Sim, ele foi seqüestrado por um ser digital muito perverso, conhecido como Skullsatamon. Achamos que ele pretende roubar a chave para abrir o portal e dominar as dimensões paralelas desse mundo.
Emika: Isso é muito para minha cabeça processar.. então ele esta sendo mantido reféns por um monstro? É isso?
Black Tailmon: Sim! Infelizmente eu não estava aqui para salva-lo quando seus servos vieram..
Tony: Ah, que ótimo! Ele ainda tem servos!
Black Tailmon: Agora com licença! Eu preciso ir...
Kento: Não! Nós queremos ir junto!
Emika e Tony: Queremos é?
Kento: Se essa é a única maneira de salvar nosso avô e voltar para nosso mundo... não temos muita escolha!
Black Tailmon: Sinto muito, mas vocês não durariam um segundo nessa jornada! Terei que viajar por toda a Ilha Arquivo..
Hiro: Ilha Arquivo?
Black Tailmon: Sim, é onde nós nos encontramos agora. Eu terei que viajar a ilha toda até o vulcão inativo onde Skullsatamon e seus servos vivem.. e posso lhes dizer, mesmo vocês tendo os digivices.. vocês não tem digimons para protegê-los!
Kento e Tony olham para seus aparelhos eletrônicos.
Kento: Isso são os digivices?
Black Tailmon: Sim, foram projetados por mim e meu mestre, digo, o Professor Tominaga..
Hiro: Nós podemos ter digivices também?
Black Tailmon: Hum... existem mais alguns protótipos no laboratório... mas eu digo a vocês, não é nada seguro irem comigo!
Emika: E ficar numa casa cheia de fantasmas ou Bakemons, que seja... você acha isso mais seguro?
Black Tailmon: Sinceramente, sim... mas se vocês insistem em ir comigo... só não me obriguem a salva-los a cada minuto da jornada...
Hiro e Emika voltam à casa. Eles voltam minutos depois com dois digivices na mão. Um verde e outro amarelo. Ambos estão brilhando intensamente.
Black Tailmon: Hum... vejo que os digivices aceitaram vocês...
Hiro: Dona Black Tailmon! Dona Black Tailmon! Nós vamos poder ter digimon também assim como você?!
Black Tailmon: Com esses digivices a mostra, com certeza... os digimons adorarariam virar parceiros de qualquer humano com um digivice..
Kento: E porque isso?
Black Tailmon: Os digivices aceleram as etapas evolutivas de um Digimon... e nesse mundo, evolução é significado de poder.
Os nossos quatro heróis finalmente recebem algumas respostas sobre onde estão e sobre o paradeiro do Professor, mas será que eles irão conseguir sobreviver nesse mundo cheio de perigos? Será que Black Tailmon é mesmo confiável? Descubra essas e mais respostas nos próximos capítulos de Digimon Eternals.
terça-feira, 30 de março de 2010
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